Essa noite renuncio!
3 de novembro de 2011
Essa noite renuncio
Ao que tanto me agarrei
Já havia um prenuncio
Fui eu quem relutei
Negar o destino, sem chance
O que deus nos coloca, aceite
A vontade suprema, deleite
O melhor de si, alcance
Não sei bem o que pensei
Sei é que ainda não chorei
Revirei, repensei, compreendi
Desfiz, revi, esqueci
Não quis enchergar nem um triz
Do que estava abaixo do meu nariz
Quanta “coincidência”, a hora, o carro, o posto
Parece que havia algo me guiando
E nesta toada sigo, navegando
Convivendo e aprendendo
Colhendo e plantando
E sempre me transformando.
Gustavo Gallo Bolzani











